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Já há escolas a apertar as regras de admissão para evitar fraudes daniel rocha

MatrículasO que os pais inventam para ter os filhos nas escolas que querem

Por Natália Faria

Alugam casas por semanas, simulam divórcios, pedem à avó que fique como encarregada de educação. São várias as manobras a que os pais recorrem para matricular os filhos numa escola que não a da respectiva área de residência. Este ano, em Inglaterra, uma mãe foi processada por dar uma morada falsa. Em Portugal, a prática vigora impune há anos. A tese de que os pais devem poder escolher livremente as escolas está a ganhar terreno


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Lourenço, Lisboa. 26.11.2009 12:53  
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TESTE DO POLÍGRAFO

Obrigar os pais e os filhos ao teste do polígrafo. Se assim tivesse sido no passado hoje não teríamos Sócrates, Varas, Isaltinos, Felgueiras, etc....

Pedro, Manchester. 26.11.2009 09:30  
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Inglaterra

O que faltou dizer neste artigo e' que em inglaterra, antes de casos destes chegarem a tribunal, a "Camara" coloca as familias suspeitas sob vigilancia fazendo registo de todos os movimentos de pais e filhos. So paises que nunca viveram em ditadura se sentem livres de privar os cidadaos da sua liberdade.

Anónimo, Portugal. 26.11.2009 01:38  
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Nao queriam mais nada!

O caso não se resolve com os pais a escolherem livremente a escola. Então se um aluno tiver uma escola ao lado e por causa dos paizinhos os outros que querem que os seus filhos andem naquela escola, ele tem que ir para uma escola longe? Era o que faltava! Deem prioridade aos alunos da área de residência, depois aos alunos dos pápás. Implemetem numerus clausus nas escolas para os filhos dos papás que não gostam da escola que têm ao pé de casa!

aaah!, país real. 25.11.2009 18:55  
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Como é que se organiza? Fazem-se testes de admissão: a entrada faz-se com base no mérito e já se podem fazer estimativas. Simles, não?

aaah!

A. Santos, Entroncamento. 25.11.2009 12:22  
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E como é que se organiza isso?

O problema da livre escolha é que passa a ser impossível programar o funcionamento das escolas. Em teoria é uma boa medida, até porque a morada é uma coisa relativa (há quem tenha mas do que uma, há quem tenha horários incompatíveis com os da escola, etc.), mas como é que se organizam as escolas se o número de alunos não puder ser calculado em relação ao local onde a escola está?

Osga, Parede. 25.11.2009 11:59  
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resposta

Obviamente que todos os pais querem colocar os seus filhos em escolas cujas refer~encias sejam as melhores, no que respeita aos curriculos, á exigência, e aos valores que transmitem, mas como nas escolas publicas isso é uma miragem, a maioria tornou-se um local de depósito de meninos e uma rebaldaria no ensino, na exigência e no rigor, os pais , embora tenham de fazer enormes sacrifícios, preferem colocar os filhos em escolas particulares com boas referências, e que promovem um bom ensino e um ambiente saudável para as crianças.Se não tivessem feito do ensino publico a bandalheira em que ele se encontra, tudo seria diferente, mas como tudo se faz em nome das estatísticas,a escolha recai sobre os privados.

Anónimo, Oeiras. 25.11.2009 11:12  
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Liberdade de escolha

Que piada! Quando mudei de casa escolhi uma localidade com boas escolas públicas. Paga-se mais pelo m2 (que o mercado imobiliário não é tolo), agravamento de IMI, mas para nós valia a pena. Ainda por cima pq tb trabalho no mesmo concelho. Chega a hora do meu filho entrar no ensino básico, com escola a 300m de casa, e... surpresa! Não entrou. Bom, depois de descobrir que crianças mais novas tinham entrado (após a fase oficial de afixação das entradas, quando os pais já não conseguem verificar as datas de nascimento das crianças que tiveram vagas) aremi um banzé na sede de agrupamento e lá ele teve vaga em JANEIRO. Das 26 crianças da sua turma, 5 com certeza pertencem à localidade, 12 de certeza que não e sendo que algumas dessas nem ao concelho. Facturas da água, gás e telefone? Muito fácil, há quem peça aos pais, irmãos e amigos para mudarem o titular da conta para seu nome. Liberdade de escolha? Só se os verdadeiros moradores na zona tiverem prioridade na colocação. Comprovativo de morada? A MORADA FISCAL. Não é à prova de burlas, mas passa a ser bem mais difícil...

rmaia, Fig Foz. 24.11.2009 18:54  
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escola inclusiva

E Escola "exclusiva? Guetos já existem e sempre existirão, mas não é a escola que os cria, poderá é perpétuá-los à falta da obrigatoriedade de ser rigorosa, criteriosa e exigente com a sua população escolar: pais, alunos, professore e funcionários. Enquanto não tiver de lutar pela "sobrevivência", pondo em prática efectiva projectos educativos+regulamentos internos, que entretanto não passam de palavra amontoadas em resmas de papel, haverá guinchos, gritaria, indisciplina e incumprimentos até dizer chega. Fecha-se os olhos e está tudo bem, pois eles ali têm de ficar, ali pertencem. Ainda quanto aos guetos, bem, estamos conversados. Tratados como pobres coitados, vítimas de tudo e todos, assim serão eternamente, pois só se lhes reconhecem direitos e não obrigações. Necessidades educativas especiais? E os bons alunos? Também não têm necessidades educativas? Não serão ostracizados no meio de tanto sofisma e palavras redondas mas vazias? Vive-se enganado e até dá geito. Visitem uma sala de aula onde se promove a tão linda palavra integração e pasmem de espanto pelos absurdos que lá se passam. Os pais não sabem nem sonham, mas iludem-se. Convém!

M. Conde, Lx. 24.11.2009 17:45  
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Galinhas de Aviário

É só ver a escola de Birre2, no Cobre, em Cascais. As crianças tal como galinhas de aviário amontoam-se. Só quem não sabe o que é ensinar pode defender as escolas super povoadas. As crianças guincham, berram, sem que ninguém saiba disciplinar. Há um perfeito desenquadramento da escola e da zona habitacional. o Ministério e as autarquias esquecem-se que na zona há casas e que dentro delas existem pessoas doentes ou quem não está mesmo para ouvir tanto guincho com educadores a berrar. Isto não é ensinar é "guardar" crianças em "capoeiras" sem espaço. É meter num espaço quanto mais melhor. Onde está a Educação destas crianças que nem aprendem a respeitar os outros? Não é certamente das crianças nem dos educadores, mas sim numa política de Educação que desde há quatro anos está errada. Só quem não sabe o que é ensinar poderá defender um ensino com tanta criança junta!!!

, Portugal. 24.11.2009 16:52  
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Albano Pereira

Nesse caso, e se a legislação prever escolha para o encarregado de educação, primeiro entram os da área de residência, segundo os educandos cujos pais trabalhem na zona e por fim, se sobrarem vagas, provas de aferição como muito bom colégio faz para os restantes.

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